Não faz sentido pensar em automação no abastecimento e descarga de combustíveis sem falar sobre segurança de dados.
A tecnologia trouxe ganhos como eficiência, precisão operacional. Contudo, em um cenário de aumento dos ataques cibernéticos em setores estratégicos da cadeia de suprimentos, proteger informações é uma questão de continuidade operacional, reputação e conformidade.
Quem trata dados com governança e segurança decide melhor e opera com mais resiliência. Por isso, é preciso dar atenção à importância da segurança da informação na automação de combustíveis, ao papel da LGPD, e à escalada das ameaças em infraestrutura crítica e as boas práticas que elevam o padrão de proteção.
O valor estratégico dos dados na automação de combustíveis
Cada abastecimento ou descarga gera dados valiosos: identificação de veículos e operadores, permissões concedidas, volumes movimentados, horários, localização, anomalias detectadas, calibrações e condições operacionais dos equipamentos.
Esses registros são a base para uma gestão mais inteligente, uma vez que reduzem desperdícios, inibem fraudes e desvios, evitam multas, e aceleram a tomada de decisão. Paralelamente, também são alvo dos cibercriminosos.
Alterações maliciosas em parâmetros ― por exemplo, limites de volume, autorizações de acesso ou tabelas de preços ― podem distorcer resultados, gerar falhas de segurança física e causar danos financeiros. Vazamentos expõem dados sensíveis de pessoas e da operação, fragilizando a reputação e abrindo espaço para extorsão.
Em suma, dados são ativos estratégicos e protegê-los é proteger a operação.
LGPD e a proteção de dados na cadeia de abastecimento
A LGPD ― Lei Geral de Proteção de Dados ― estabelece princípios e obrigações para o tratamento de dados pessoais no Brasil, aplicáveis também ao setor de combustíveis.
Em sistemas de automação, é comum tratar dados de motoristas, operadores, prestadores, visitantes, além de informações que, isoladas ou combinadas, podem identificar uma pessoa. A seguir, elencamos pontos essenciais para o setor de combustíveis no que diz respeito à segurança de dados:
- Base legal adequada: execução de contrato, cumprimento de obrigação legal/regulatória, legítimo interesse, entre outras. Nem tudo exige consentimento, mas é importante justificar corretamente a base de tratamento e registrá-la;
- Princípios: finalidade específica, adequação ao contexto, necessidade (minimização), transparência, segurança, prevenção, responsabilização e prestação de contas;
- Papéis e responsabilidades: definir claramente quem é controlador (finalidades e meios) e quem é operador (trata dados em nome do controlador) nas relações entre contratante e fornecedores de automação, transporte e TI;
- Governança documental: mapeamento de dados e processos, políticas de privacidade, políticas de retenção, contratos com operadores (com cláusulas de segurança, confidencialidade e subcontratação), e o RIPD (Relatório de Impacto à Proteção de Dados) quando necessário;
- Direitos dos titulares: acesso, correção, anonimização, oposição, portabilidade, revogação de consentimento quando aplicável; é preciso estruturar um fluxo para atender solicitações sem comprometer logs essenciais à segurança e à auditoria;
- Segurança e resposta a incidentes: medidas técnicas e administrativas proporcionais ao risco; notificação à ANPD ― Autoridade Nacional de Proteção de Dados ― e aos titulares em incidentes relevantes; planos de resposta com papéis definidos.
Crescente ameaça de ataques cibernéticos em setores críticos
Ataques à cadeia de suprimentos evoluíram em sofisticação e escala. Relatos de mercado apontam aumentos expressivos em ameaças e em ransomware, que explora precisamente ambientes conectados, integrações mal configuradas e credenciais fracas.
Segundo publicação da TI Inside, o mundo enfrentou forte aumento de ciberataques, com quase 50% a mais em ciberameaças e acima de 120% em incidentes de ransomware — uma tendência que reforça o senso de urgência para setores críticos.
Os principais riscos em ambientes de automação de combustíveis são:
- Ransomware e criptografia de dados críticos, paralisando carregamentos, autorizações e registros fiscais;
- Comprometimento de credenciais de operadores ou administradores, permitindo fraudes (ex.: liberação indevida de abastecimentos);
- Ataques a APIs e integrações, manipulando ordens, volumes ou tabelas de autenticação;
- Exploração de dispositivos IoT e controladores com firmware desatualizado, tornando-se pontos de entrada;
- Vazamento de dados pessoais e corporativos, com extorsão e dano reputacional;
- Ataques à disponibilidade (DDoS) direcionados a portais ou serviços críticos de controle.
Em setores como energia, logística e transporte, o impacto extrapola a empresa: afeta frotas, mobilidade urbana, distribuição e, em cenários extremos, serviços essenciais. Portanto, a segurança cibernética aqui é também uma questão de segurança física e continuidade do serviço.
Boas práticas de segurança nos sistemas de automação
As medidas a seguir ajudam a reduzir riscos e elevar a maturidade de segurança de dados, alinhadas a recomendações amplamente aceitas em automação de dados e ambientes industriais:
- Criptografia de dados e protocolos seguros de comunicação;
- Gestão de acessos por perfil e autenticação em múltiplos fatores;
- Monitoramento contínuo de eventos e auditoria das operações;
- Atualização periódica de softwares e hardwares críticos;
- Treinamento de equipes para reconhecer ameaças e agir preventivamente.
Em linhas gerais, essas medidas devem ser adotadas para reduzir vulnerabilidades e assegurar a conformidade com a LGPD, fortalecendo a resiliência das operações.
O diferencial da Abastek na proteção e confiabilidade
A Abastek alia engenharia de ponta a sistemas de automação como o SCA+ e o SPEC+, que oferecem controle, rastreabilidade e segurança em todas as etapas do processo de abastecimento e descarga.
Em ambientes de alto risco, a combinação de hardware robusto com software orientado à segurança é decisiva para reduzir a superfície de ataque e manter a continuidade do serviço. Nosso posicionamento de segurança destaca-se por fatores como:
- Foco em rastreabilidade: trilhas de auditoria completas para cada evento de abastecimento/descarga, com registros de quem, quando, onde e sob quais autorizações a operação ocorreu;
- Controle de acesso granular: perfis por função e segregação de deveres, evitando concentração de poderes em um único usuário e reduzindo risco de fraude interna;
- Integração segura: interfaces com ERPs e sistemas de gestão por meio de APIs com autenticação robusta e logs detalhados — facilitando conciliações e auditorias;
- Observabilidade: monitoramento contínuo de eventos e indicadores críticos, com alertas de anomalia que ajudam a intervir antes que uma falha escale.
Ainda, assumimos um compromisso com a melhoria contínua. Recentemente, foi realizado um pentest (teste de intrusão) no sistema desenvolvido pela Abastek. O resultado demonstrou poucas portas abertas e nenhuma vulnerabilidade relevante.
Mesmo assim, as portas identificadas foram fechadas e ajustes adicionais implementados, elevando o padrão de segurança. Nosso objetivo é claro: manter uma postura proativa, alinhada a práticas de defesa em profundidade.
Para nossos clientes, isso se traduz em valor de diferentes formas, a começar com a redução de riscos operacionais e cibernéticos, com consequências diretas em disponibilidade, qualidade e compliance.
Também vale mencionar a otimização de custos por meio de automação confiável, menos retrabalho e menos incidentes. E, por fim, uma base sólida para uma cultura data-driven que conta com dados corretos, completos e protegidos impulsionam indicadores, painéis e decisões estratégicas.
Segurança de dados na automação de combustíveis é com a Abstek
A segurança dos dados é hoje um dos pilares da gestão de combustíveis que visa atender à LGPD, proteger ativos estratégicos, garantir a continuidade operacional e sustentar a confiança de clientes, parceiros e reguladores.
Em um ambiente com aumento expressivo de ciberameaças, em especial ransomware e ataques à cadeia de suprimentos, as operações de abastecimento e descarga não podem depender da sorte. Em vez disso, é preciso governança, arquitetura segura, processos maduros e tecnologia alinhada às melhores práticas.
Empresas que combinam automação, compliance e cibersegurança saem na frente porque operam com mais eficiência, detectam problemas antes que se tornem crises, reduzem perdas e conseguem provar conformidade quando auditadas.
A Abastek apoia essa jornada ao integrar hardware e software com foco em segurança de dados, rastreabilidade e confiabilidade, como demonstram o SCA+ e o SPEC+, além de uma postura de melhoria contínua. E o retorno, mensurável que resulta em menos incidentes, mais disponibilidade e decisões melhores, suportadas por dados confiáveis e protegidos.
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