Todo gestor de usina sucroalcooleira conhece o desafio: de um lado, o combustível que abastece tratores, colheitadeiras e caminhões representa um dos principais custos operacionais da safra – e o abastecimento precisa ser rigorosamente controlado. Do outro, a expedição do etanol produzido precisa acontecer com precisão absoluta, pois é daí que vem a receita que sustenta o negócio.
O problema começa quando esses dois fluxos críticos são tratados como processos isolados. Planilhas sem integração, dificuldade no compartilhamento de informações, sistemas que não conversam entre si. O resultado é a falta de rastreabilidade nos processos, divergências entre estoque físico e registros digitais, e uma dificuldade enorme para calcular custos por frente de serviço ou por safra.
Não é raro encontrar operações onde o controle de entrada de combustível está em um setor, a expedição de etanol em outro, e ninguém tem visibilidade do impacto conjunto dessas movimentações no resultado final. Quando chega o momento de apurar números, sobra retrabalho e faltam certezas.
A boa notícia é que existe um caminho diferente. Quando pensada de forma integrada, a automação do controle de combustíveis pode conectar dados de custos com combustíveis usados para abastecer máquinas e veículos e geração de receita com etanol em uma única base de dados confiável. E essa visão integrada gera eficiência e é um diferencial estratégico que pode definir a competitividade da usina no mercado.
Controle de Abastecimento
Em uma usina sucroalcooleira, o consumo de combustível na operação impacta diretamente o custo por tonelada colhida e processada. Ainda assim, muitas operações dependem de apontamentos manuais ou, pior, da confiança de que tudo está sendo registrado corretamente. O resultado é previsível: falta de controle, desvios invisíveis e impossibilidade de calcular custos reais.
Automatizar o abastecimento e a descarga significa acabar com esse ponto de vulnerabilidade. Soluções modernas utilizam tags eletrônicas instaladas nos veículos e equipamentos, combinadas com terminais de abastecimento inteligentes que identificam automaticamente cada ativo e operador no momento do abastecimento. Não há espaço para erro humano ou registro esquecido.
Cada operação gera um registro completo e instantâneo: qual veículo abasteceu, qual operador estava ao volante, horário exato, volume liberado e centro de custo vinculado. Tudo integrado ao sistema de gestão da usina, sem necessidade de digitação posterior ou conferência manual.
Além da eficiência operacional, a rastreabilidade histórica se torna um ativo, apresentando dados que facilitam a tomada de decisões. Auditorias internas e externas ganham agilidade, o planejamento de manutenção preventiva ou de renovação de frota passa a se basear em dados reais de consumo, e a gestão de custos deixa de ser uma estimativa para se tornar uma ciência exata.
O SCA+ da Abastek automatiza o controle de combustível com identificação eletrônica, monitoramento em tempo real e rastreabilidade completa de cada abastecimento.
Automação da expedição de etanol
Se o combustível representa custo, o etanol expedido é a receita em movimento.
Cargas expedidas com volume errado, medições imprecisas ou divergências entre o físico e o registrado não geram apenas prejuízo financeiro: abalam a confiança comercial, comprometem contratos e expõem a usina a problemas regulatórios.
A automação da expedição elimina a dependência de processos manuais e controles visuais. Equipamentos eletrônicos assumem o comando do carregamento de caminhões-tanque, liberando automaticamente o volume programado com medição de alta precisão. A operação passa a seguir parâmetros predefinidos, sem margem para erro humano ou variação de critério entre turnos.
A carga expedida gera um registro digital completo e imediato: volume exato, tanque de origem, pedido comercial vinculado e dados para emissão da nota fiscal. Tudo conectado ao ERP da usina, sem necessidade de digitação manual ou conferência posterior. O resultado é uma conciliação automática entre expedição e faturamento, com estoque sempre atualizado.
Do ponto de vista operacional, a automação traz velocidade e segurança. Do ponto de vista estratégico, ela entrega conformidade regulatória consistente, especialmente em relação às normas da ANP, e fortalece a credibilidade comercial da usina. Quando um cliente recebe exatamente o volume contratado, com documentação precisa e rastreável, a confiança se traduz em relacionamentos comerciais duradouros e, no longo prazo, em uma marca mais sólida no mercado.
O SPEC+ da Abastek garante precisão absoluta no carregamento de caminhões-tanque, com medição eletrônica, conformidade regulatória e integração automática com seu ERP.
Segurança no manuseio de combustíveis: controle que protege pessoas, ativos e a operação
Em usinas sucroalcooleiras, o manuseio de combustíveis e etanol exige atenção permanente. São produtos inflamáveis, presentes em atividades críticas da operação, e qualquer falha pode gerar acidentes, danos ambientais e interrupções na produção. Por isso, segurança não pode depender apenas de orientações isoladas ou da experiência dos operadores, ela precisa estar incorporada à cultura e à rotina.
As normas que tratam do uso de inflamáveis estabelecem a necessidade de procedimentos claros, controle de volumes, registro das operações e responsabilidade definida em cada etapa.
A automação contribui diretamente para esse cenário ao padronizar processos e reduzir a dependência de controles manuais. Quando o abastecimento e a expedição passam a seguir regras automáticas, com registros gerados em tempo real, o risco de erros, desvios e improvisos diminui de forma significativa.
Mais do que atender a normas, esse nível de controle cria um ambiente de trabalho mais seguro, protege ativos estratégicos da usina e traz previsibilidade para a operação. Segurança, nesse contexto, deixa de ser um custo ou uma obrigação e passa a ser um fator essencial para a continuidade e a confiabilidade do negócio.
Controlar custo e receita com a mesma precisão
Controlar apenas o combustível significa enxergar só metade do problema. Automatizar apenas a expedição de etanol é resolver só metade da equação. No nível de competitividade atual do setor sucroenergético, essas soluções parciais já não entregam a vantagem necessária para se destacar.
A verdadeira virada acontece quando a usina passa a tratar os dois lados da gestão de combustível como um sistema único, onde o combustível que entra e o etanol que sai são medidos, rastreados e otimizados com a mesma precisão técnica. Essa visão integrada apoia decisões financeiras mais assertivas, reduz incertezas na apuração de custos, aumenta a segurança de toda a cadeia e fortalece o resultado das safras.
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